Introdução
O currículo nacional está associado à definição de referências claras sobre as aprendizagens consideradas fundamentais nas diversas áreas, que sejam úteis aos professores no seu trabalho de gerir o processo de ensino-aprendizagem de um modo flexível e adequado à realidade de cada grupo de alunos, de cada escola e de cada região. De acordo com esta perspectiva, não deve ser identificado com uma colecção de programas extensos, normativos e prescritivos, a concretizar de um modo supostamente uniforme em todo o país.
Procurando fazer um trabalho de qualidade, interactivo, de aprendizagem constante (aberto à participação de alunos, professores, pais, filhos…), com respeito pela criança e pela liberdade de expressão, com espaço para o sonho, sem deixar de nos surpreender com as revelações do dia a dia.
Apresenta-se a seguir um perfil de competências gerais a desenvolver por todos os alunos. Naturalmente, a este nível, as competências estão formuladas com um elevado grau de generalidade. O trabalho de concretizar o currículo implica uma adequada articulação entre competências gerais e outras mais específicas, sejam elas relativas a aprendizagens transversais às diversas áreas disciplinares ou a cada uma destas. A escola deve proporcionar a todos os alunos a aquisição de conhecimentos. Porém, o conhecimento significativo não se constrói independentemente de processos de pensamento e de atitudes favoráveis à aprendizagem. Naturalmente, estes processos e estas atitudes, por sua vez, não se desenvolvem sem conteúdos concretos, pelo que se trata de abandonar a tradicional mas falsa oposição entre processos e conteúdos.
PERFIL DE COMPETÊNCIAS GERAIS A DESENVOLVER PELO ALUNO NO PROJECTO “SALTOS NO RISCO”:
1. Participar na vida cívica de forma crítica e responsável
2. Respeitar a diversidade cultural, religiosa, sexual ou outra
3. Interpretar acontecimentos, situações e culturas, de acordo com os respectivos quadros de referência históricos, sociais e geográficos
4. Utilizar os saberes científicos e tecnológicos para compreender a realidade natural e sociocultural e abordar situações e problemas do quotidiano
5. Contribuir para a protecção do meio ambiente, para o equilíbrio ecológico, e para a preservação do património
6. Desenvolver o sentido de apreciação estética do mundo, recorrendo a referências e conhecimentos básicos no domínio das expressões artísticas
7. Estabelecer uma metodologia personalizada de trabalho e de aprendizagem
8. Cooperar com outros e trabalhar em grupo
9. Procurar uma actualização permanente face às constantes mudanças tecnológicas e culturais, na perspectiva da construção de um projecto de vida social e profissional
10. Desenvolver hábitos de vida saudáveis, a actividade física e desportiva, de acordo com os seus interesses, capacidades e necessidades
11. Utilizar de forma adequada a língua portuguesa em diferentes situações de comunicação
12. Utilizar o código ou os códigos próprios das diferentes áreas do saber, para expressar verbalmente o pensamento próprio
13. Seleccionar, recolher e organizar informação para esclarecimento de situações e resolução de problemas, segundo a sua natureza e tipo de suporte, nomeadamente o informático
14. Utilizar duas línguas estrangeiras em situações do quotidiano, resolvendo as necessidades básicas da comunicação e apropriação da informação
Competências Transversais
Inicialmente designadas por aprendizagens nucleares, as competências transversais estão relacionadas com a ideia da importância primordial de aprender a aprender no decurso do ensino básico. Uma escolaridade significativa requer o desenvolvimento de processos que contribuam para que os alunos sejam progressivamente mais activos e mais autónomos na sua própria aprendizagem. Neste sentido, a aquisição e o uso de procedimentos e métodos de acesso ao conhecimento tornam-se aspectos centrais do currículo escolar.
Com a designação de transversais pretende-se evidenciar que estas competências atravessam todas as áreas de aprendizagem propostas pelo currículo, ao longo dos vários ciclos de escolaridade, sendo igualmente susceptíveis de se tornar relevantes em diversas outras situações da vida dos alunos. Com efeito, a capacidade e o gosto pela pesquisa, a aptidão e a predisposição para procurar informação em vários suportes e contextos ou a tendência para desenvolver um pensamento autónomo e, ao mesmo tempo, para cooperar com outros, constituem exemplos de aspectos centrais da aprendizagem que não podem ser vistos como obra do acaso ou de experiências de que alguns alunos beneficiam em ambientes extra-escolares, mas sim como elementos fundamentais do currículo.
Do facto de se tratar de competências transversais a todas as áreas do currículo não deve inferir-se que os aspectos específicos da natureza das diferentes disciplinas são irrelevantes. Os métodos de estudo, o tratamento da informação, a comunicação, a construção de estratégias cognitivas ou o relacionamento interpessoal e de grupo têm, naturalmente, muito em comum nos vários ambientes de aprendizagem mas envolvem também características, modalidades e concretizações diferenciadas. É importante assumir de modo explícito tanto os aspectos comuns como as especificidades de cada disciplina. A articulação entre as competências transversais e as competências essenciais em cada área disciplinar constitui um elemento fulcral do desenvolvimento do currículo.
Métodos de trabalho e de estudo
Participar em actividades e aprendizagens, individuais e colectivas, de acordo com regras estabelecidas.
Identificar, seleccionar e aplicar métodos de trabalho e de estudo.
Exprimir dúvidas ou dificuldades.
Analisar a adequação dos métodos de trabalho e de estudo formulando opiniões, sugestões e propondo alterações
Identificar, seleccionar e aplicar métodos de trabalho e de estudo.
Exprimir dúvidas ou dificuldades.
Analisar a adequação dos métodos de trabalho e de estudo formulando opiniões, sugestões e propondo alterações
Tratamento de informação
Pesquisar, organizar, tratar e produzir informação em função das necessidades, problemas a resolver e dos contextos e situações
Comunicação
Utilizar diferentes formas de comunicação verbal, adequando a utilização do código linguístico aos contextos e às necessidades.
Resolver dificuldades ou enriquecer a comunicação através da comunicação não verbal com aplicação das técnicas e dos códigos apropriados
Resolver dificuldades ou enriquecer a comunicação através da comunicação não verbal com aplicação das técnicas e dos códigos apropriados
Estratégias cognitivas
Identificar elementos constitutivos das situações problemáticas.
Escolher e aplicar estratégias de resolução.
Explicitar, debater e relacionar a pertinência das soluções encontradas em relação aos problemas e às estratégias adoptadas.
Escolher e aplicar estratégias de resolução.
Explicitar, debater e relacionar a pertinência das soluções encontradas em relação aos problemas e às estratégias adoptadas.
Relacionamento interpessoal e de grupo
Conhecer e actuar de acordo com as normas, regras e critérios de actuação pertinente, de convivência, trabalho, de responsabilização e sentido ético das acções definidas pela comunidade escolar nos seus vários contextos, a começar pela sala de aula
Em cada disciplina, as competências transversais serão enunciadas de acordo com os requisitos, as actividades e as especificações próprias de cada uma, a realizar pelo grupo de disciplina ou no quadro do departamento curricular.
Na produção literária destinada aos leitores mais novos são vários os títulos que atestam a sua tendência para a valorização do património literário da tradição oral. Recordem-se, apenas a título exemplificativo, Adivinhas, Trava-Linguas, Destrava-Línguas, Lengalengas e Mais Lengalengas. É também nesta linha criativa que situamos a colectânea de Provérbios, onde a recriação visual e textual que destes é feita acentua alguns dos seus sentidos cómicos.
O nosso grande objectivo passa por fazer um trabalho que questione e se questione, que leve a criança (e o adulto) a pensar por si, provocando novos olhares, com mais respeito por si própria e pelo outro, com espaço para a tolerância e para a diferença.
Acreditamos nesta forma diferente de ser e estar que recusa infantilismos e falsos moralismos.
Não temos um espaço físico próprio por isso todos os nossos espectáculos e ateliers são pensados e criados para serem totalmente itinerantes. São autónomos não necessitando de quaisquer equipamentos de luz ou som, sendo da nossa responsabilidade todos os equipamentos e materiais necessários à realização dos mesmos.
Como a personagem de um dos nossos espectáculos nós também temos um sonho.
Sonhamos um país mais justo, onde todas as crianças possam ter acesso à felicidade, e gostaríamos de contribuir com o nosso trabalho.
Infelizmente o valor que temos de cobrar pela realização dos nossos espectáculos e ateliers nem sempre é suportável pelas escolas e instituições que nos procuram.
Muitas foram as solicitações que recebemos ao longo destes últimos meses a que tivemos a hombridade de dar resposta.